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Tarsila do Amaral, nasceu em Capivari SP em 1897 e morreu em São Paulo a 17 de janeiro de 1973. A expressão moderna da pintura brasileira começa com Tarsila do Amaral.
Apesar de não ter exposto na Semana de 22, Tarsila colaborou eficazmente para o desenvolvimento da arte moderna no Brasil, abrindo novos rumos.
Iniciou sua carreira artística em 1916. Em 1920 foi para a Europa, onde estudou com importantes mestres franceses até 1922. Nesse mesmo ano, voltou ao Brasil e descobriu o Modernismo, participou do Grupo Klaxon, formado por Mário de Andrade, Menotti del Picchia e outros intelectuais.
Em 1923 a artista voltou à Europa. Passou pela influência impressionista e, a seguir, encontrou o Cubismo. Ligou-se a importantes artistas do modernismo europeu, tais como Fernand Léger, Picasso, De Chirico e Brancussi entre outros.
Retornando ao Brasil em 1924, iniciou a fase que ela chamou de pau-brasil. Segundo o crítico Sérgio Milliet, essa fase se caracteriza pelas cores ditas caipiras, rosas e azuis, as flores de baú, a estilização geométrica das frutas e plantas tropicais, dos caboclos e negros, da melancolia das cidadezinhas, tudo isso enquadrado na solidez da construção cubista.
Quatro anos mais tarde, em 1928, Tarsila do Amaral deu início a uma nova fase: a antropofágica. A ela pertence a tela Abaporu, cujo nome, segundo a artista é de origem indígena e significa antropófago. Foi a partir dessa tela que Oswald de Andrade elaborou a teoria da antropofagia para arte moderna do Brasil, que resultou no Manifesto Antropofágico, publicado no primeiro número da Revista de Antropofagia, em 1928.
A teoria antropofágica propunha que os artistas brasileiros conhecessem os movimentos estéticos modernos europeus, mas criassem uma arte com feição brasileira, algo enraizado na cultura do país.
Depois de uma viagem à União Soviética, em 1931, Tarsila passou por uma curta fase de temática social, da qual é exemplo significativo o quadro Operários. Sua última e mais importante obra é um mural Procissão do Santíssimo em São Paulo no século XVIII encomendado pelo Governo do Estado de São Paulo e pintado em 1954.
Referência Bibliográfica: PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Ed. Ática, 2003 Encyclopedia Britannica do Brasil, V.2. São Paulo Saiba mais: http://www.tarsiladoamaral.com.br/
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