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Franciscanas de Ingolstadt comemoram 70 anos da vinda da Congregação ao Brasil e iniciam seu trabalho em terras angolanas No dia 26 de junho de 2006, Irmã Bernadette Marsaro, então Presidente da Associação Cultura Franciscana - ACF, e o Frei Johannes Bahlmann viajaram para Luanda, Angola - África. Lá se encontraram com a Irmã Paula Krindges, Superiora Geral da Congregação das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt, que veio da Alemanha, a fim de verem, junto aos Freis que atuam em missão naquela região, a possibilidade das Irmãs também se fazerem presentes como missionárias naquele País. Diante da realidade, na Assembléia das Associadas da ACF e no Capítulo Regional de outubro de 2006, foi decidido que a missão em Luanda-Angola seria assumida. As Irmãs Ana Azevedo Maia e Claudina Dal Moro aceitaram o desafio de iniciar o trabalho missionário junto ao povo africano. Impulsionadas pela Palavra do Senhor, pelo carisma franciscano e pelo ardor missionário que animou tantas Irmãs Franciscanas de Ingolstadt, no dia 24 de fevereiro de 2008, Ir. Ana Azevedo Maia e Claudina Dal Moro partiram para Luanda, para atuar no meio do povo sofrido das periferias, para dinamizar a escola da Paróquia, assumir a coordenação da Catequese, animar a liturgia, promover a saúde preventiva, e, desta forma, ser presença e esperança para o povo, especialmente para as crianças que não tiveram vagas nas escolas públicas. Sobre esta última viagem a Luanda, Irmã Carmen Polo, atual Presidente da ACF, escreve: "Estamos já no 4º dia de nossa experiência em terras angolanas. Visitamos várias escolas paroquiais - chamadas escolas de explicação. A Escola onde as nossas Irmãs irão atuar, ao menos tem carteiras, embora muito precárias. Em volta da escola, um espaço enorme de pura terra arenosa. Atrás da escola há um terreno do exército onde ainda há bombas enterradas. As nossas duas Irmãs estão bem, percebendo os desafios que não serão poucos. Mas a disposição interior é muito grande. É realmente um desprender-se, um doar-se, um estar a serviço do irmão como apóstola de Cristo. Há muito a fazer. Ir. Bernadette Marsaro escreve: "Já visitamos várias comunidades religiosas - a maioria trabalha na educação. Domingo as Irmãs serão apresentadas na comunidade S. Marcos onde vão trabalhar e futuramente morar. Lá já funciona uma creche com 50 crianças e uma escola com mais ou menos 700 crianças (em dois turnos). O Estado não consegue escolas para abrigar as crianças em idade escolar, por isso permite as escolas paroquiais (Escolas de Explicação) que no final da 4a. série fazem exames de classificação para ingressar nas escolas do Estado. Os Freis tem 3 escolas paroquiais e 3 creches... situação precária... condições físicas a desejar, muitas crianças em cada sala de aula. As duas Irmãs estão muito esperançosas em assumir o desafio desta missão. Precisamos rezar muito para elas. O bom Deus irá fortalecê-las na caminhada".
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